Atualização de 12/10/2026: taxas da MEXC, pares em reais e prazos do BC

Resposta rápida: a MEXC segue com maker 0% e taker de 0,08% em 59,4% dos pares, tem 6 pares em reais e a saída da Europa (13/09/2026) já aconteceu; o prazo de 30/10/2026 do BC e a Resolução BCB 589 (06/11/2026) vêm aí.
Item Situação em 12/10/2026 Como verificamos
Taxas por par 1.117 de 1.881 pares ativos com maker 0% e taker 0,08% (59,4%) API pública exchangeInfo da MEXC
Pares em reais 6 pares: BTC, ETH, SOL, XRP, USDC e MX, todos com maker 0% e taker 0,05% API pública exchangeInfo
Saída do Espaço Econômico Europeu Data adiantada para 13/09/2026 (a prevista era 23/10), segundo a imprensa; já passou Imprensa (Cryptobriefing, Finance Magnates)
Prazo do BC para plataformas em operação 30/10/2026 para a 1ª fase do pedido (IN BCB 704) Capital Aberto, 07/10/2026
Resolução BCB 589 Em 06/11/2026 instituições autorizadas ficam proibidas de operar com contrapartes não autorizadas Capital Aberto, 07/10/2026
Pedido da MEXC ao BC Sem informação nova; a última busca foi em 29/08/2026 e não foi repetida Não reconferido

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A resposta honesta: a MEXC funciona no Brasil, aceita PIX, publica taxas em uma API pública que qualquer pessoa pode conferir e divulga prova de reservas auditada — mas também acumula alertas de reguladores no Reino Unido, na Holanda e nas Seychelles, e vai encerrar os serviços para toda a Europa em setembro de 2026. Nenhum dos dois lados cancela o outro. Este artigo traz os fatos verificáveis dos dois grupos, cada um com fonte e data de verificação, e um roteiro para você decidir sozinho. Não somos analistas registrados na CVM e nada aqui é recomendação de investimento.


Ilustração de uma balança comparando transparência de dados de um lado e alertas regulatórios do outro
Transparência de dados de um lado, alertas de reguladores do outro: a MEXC é um caso de balança, não de “sim ou não”.

MEXC é confiável? A resposta em uma frase

Resposta rápida: a MEXC é uma corretora grande, funcional e transparente em dados de taxas e reservas, mas opera sem licença nos mercados que a fiscalizam — e já preferiu sair de um mercado inteiro a se regularizar.

“Confiável” costuma esconder três perguntas diferentes. Separando elas, a resposta fica muito mais útil:

  • A plataforma funciona e paga? Sim. É uma das maiores corretoras globais em número de ativos listados, com PIX direto para brasileiros e histórico de saques funcionando no dia a dia.
  • Ela responde a algum regulador? Aqui está o problema. No Reino Unido, na Holanda e nas Seychelles, órgãos oficiais registraram publicamente que a MEXC atua sem autorização. No Brasil, ela não é supervisionada pelo Banco Central nem pela CVM.
  • Meu dinheiro tem garantia lá dentro? Não. Não existe FGC para criptomoeda em corretora, e prova de reservas não é seguro.
A favor (verificável) Contra (verificável)
Taxas de cada par expostas em API pública, sem login e sem chave de acesso Alerta do regulador britânico (FCA) por atuar sem autorização no Reino Unido
Prova de reservas mensal com auditoria independente e verificação por Merkle Tree Alerta da AFM (Holanda): oferta ilegal de serviços cripto sem licença MiCA
Depósito e saque em reais via PIX, com exigência de conta bancária no próprio CPF Encerramento dos serviços em todo o Espaço Econômico Europeu em setembro de 2026
Prazo oficial de 30 dias para vincular um indicador depois do cadastro Política declarada de congelar contas por “atividade anormal”, com prazo de análise que pode chegar a 365 dias

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No Brasil: sem supervisão, e um prazo correndo até 30/10/2026

Resposta rápida: a MEXC não é regulada pelo Banco Central nem pela CVM; corretoras que já operavam no país precisam pedir autorização ao BCB até 30/10/2026.

A MEXC atende brasileiros — o Brasil não consta na lista oficial de jurisdições proibidas da corretora (verificado em 29/08/2026) — mas atender não é o mesmo que ser regulada. Ela não tem registro no Brasil, não está sob supervisão do Banco Central nem da CVM, e por isso não existe canal brasileiro de reclamação regulatória se algo der errado com a sua conta.

O quadro está mudando. As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 entraram em vigor em 02/02/2026 e criam o regime de autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais. Quem já operava no país tem até 30/10/2026 para protocolar o pedido, podendo continuar operando nesse intervalo desde que não expanda as atividades. As exigências incluem comprovação de capacidade econômico-financeira, origem lícita dos recursos e reputação ilibada dos administradores.

A MEXC protocolou pedido? Até 29/08/2026, não localizamos registro público de pedido de autorização da MEXC junto ao Banco Central, nem anúncio da empresa sobre isso. Ausência de registro público não é prova de que não tenha ocorrido — mas é um item que vale acompanhar até o fim de outubro de 2026.

Lembrete fiscal: usar corretora estrangeira não isenta ninguém. Criptoativos estão sujeitos às regras da Receita Federal (IN RFB nº 2.291/2025, o regime “DeCripto”, em vigor desde 01/07/2026), e operar fora do Brasil tende a aumentar suas obrigações de reporte, não a reduzir. Veja o nosso guia de declaração de criptomoedas no imposto de renda.

Os fatos a favor: taxas abertas, PIX e prova de reservas

Resposta rápida: a MEXC é uma das poucas corretoras grandes que publica a taxa de cada par em endpoint aberto — nós rodamos a consulta e os números estão abaixo.

Taxas que dá para conferir sem ter conta

Este é o ponto mais forte da MEXC e quase ninguém explora. Boa parte das corretoras grandes só mostra a tabela de taxas depois do login, o que impede qualquer conferência independente. A MEXC expõe a taxa declarada de cada par de negociação no endpoint público api.mexc.com/api/v3/exchangeInfo, sem chave de API e sem cadastro.

Rodamos a consulta em 29/08/2026 e a repetimos em 08/10/2026, quando a distribuição já era outra (em 29/08/2026, 82,1% dos 2.099 pares estavam em 0% / 0,05%). Resultado dos 1.903 pares à vista listados em 08/10/2026:

Taxa declarada (maker / taker) Quantidade de pares Participação
0% / 0,08% 1.140 59,9%
0% / 0% (isenção dos dois lados) 250 13,1%
0% / 0,05% 226 11,9%
0% / 0,2% 170 8,9%
0,01% / 0,01% 117 6,1%

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Você pode repetir isso agora mesmo: basta abrir aquele endereço no navegador e procurar os campos makerCommission e takerCommission. Nosso compromisso editorial é que todo número desta página possa ser refeito por você — veja a nossa metodologia.

A ressalva que precisa vir junto: esses são os valores declarados na API, não necessariamente o que será debitado da sua conta. Promoções, nível de VIP e uso do token da plataforma alteram o cálculo final. Antes de operar valor relevante, confira a taxa efetiva na tela de confirmação da própria ordem.

PIX direto, com conta bancária no seu CPF

A MEXC oferece depósito e saque em reais por PIX no canal fiat, além do mercado P2P. A regra oficial exige que a conta bancária esteja vinculada ao seu próprio CPF — o titular precisa ser a mesma pessoa da verificação de identidade (verificado em 29/08/2026). Isso é chato para quem queria usar a conta de um parente, mas é um sinal positivo de controle antifraude. O passo a passo completo está no nosso guia de abertura de conta na MEXC.

Prova de reservas com auditoria independente

A MEXC publica prova de reservas (Proof of Reserves) mensal, com verificação por Merkle Tree — o que permite a cada usuário conferir se o próprio saldo está incluído no cálculo, sem expor dados de terceiros. O relatório mais recente que conseguimos verificar é o de junho de 2026, com foto (snapshot) em 15/06/2026 e auditoria da empresa de segurança Hacken (verificado em 29/08/2026 no comunicado oficial da MEXC):

Ativo Índice de reserva declarado Leitura
BTC 269% Reservas bem acima do saldo dos usuários
ETH 118% Acima de 100%
USDT 114% Acima de 100%
USDC 125% Acima de 100%

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O que prova de reservas não prova: ela mostra que existem ativos na carteira em uma data específica. Não mostra as dívidas da empresa, não impede que os ativos sejam emprestados no dia seguinte à foto e não é auditoria contábil completa. É melhor do que nada — e muito melhor do que a opacidade total da FTX antes de quebrar —, mas não é garantia.

Como a distribuição de taxas mudou: 29/08, 08/10 e 12/10/2026

Resposta rápida: o grupo 0% maker e 0,08% taker é o maior (59,4%), os pares isentos dos dois lados são 250 e o grupo de 0,05% caiu de maioria para 12%.
Taxa declarada (maker / taker) 08/10/2026 (1.903 pares) 12/10/2026 (1.881 ativos)
0% / 0,08% 1.140 (59,9%) 1.117 (59,4%)
0% / 0% 250 (13,1%) 250 (13,3%)
0% / 0,05% 226 (11,9%) 226 (12,0%)
0% / 0,2% 170 (8,9%) 178 (9,5%)
0,01% / 0,01% 117 (6,1%) 110 (5,8%)

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Em 29/08/2026, 82,1% dos 2.099 pares estavam em 0% / 0,05%. A leitura de 12/10 tem 1.883 pares listados e 1.881 ativos; a de 08/10 contou 1.903 pares, então parte da diferença pode vir do critério de contagem. BTC, ETH e SOL contra USDT seguem em 0% / 0,05%.

Os fatos contra: alertas de reguladores em três jurisdições

Resposta rápida: FCA (Reino Unido), AFM (Holanda) e FSA (Seychelles) registraram publicamente que a MEXC opera sem a autorização exigida em seus territórios.

Esta é a parte que quase nenhuma análise em português menciona — e todas as três fontes são páginas oficiais de órgãos reguladores, não boato de fórum.

Órgão Data O que diz
FCA (Reino Unido) Publicado em 22/03/2024, atualizado em 03/06/2024 MEXC Global Ltd está na lista de alerta de empresas não autorizadas: “esta empresa não é autorizada por nós” e os consumidores “devem evitar negociar com esta empresa”
AFM (Holanda) 24/09/2025 A MEXC “oferece ilegalmente serviços de criptoativos na Holanda” sem a licença exigida pelo MiCA; a AFM cita ainda falta de clareza sobre a jurisdição legal da empresa e ausência de segregação adequada dos ativos dos clientes
FSA (Seychelles) 30/05/2025 A MEXC Global Ltd foi baixada do registro societário em 17/08/2023 e posteriormente dissolvida, e nunca teve qualquer autorização sob a Lei de Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais das Seychelles

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Por que isso importa mesmo você estando no Brasil

Alguém pode argumentar: “sou brasileiro, o regulador britânico não me protege de qualquer jeito”. É verdade — e é exatamente esse o ponto. Esses alertas não são sobre a sua proteção lá fora; eles são informação sobre o comportamento da empresa. Uma corretora que, em três jurisdições diferentes, é registrada oficialmente como atuando sem licença está exibindo um padrão: prefere operar fora do perímetro regulatório a se submeter a ele.

O caso das Seychelles é o mais desconfortável, porque toca na pergunta mais básica que se pode fazer a uma corretora: quem exatamente está com o meu dinheiro? Se a entidade historicamente associada à marca foi dissolvida e nunca teve licença de ativos virtuais no país onde estava constituída, a resposta a essa pergunta fica menos clara do que deveria. Fontes oficiais: FCA, AFM e FSA Seychelles, todas verificadas em 29/08/2026.

A saída da Europa: o precedente que mais interessa ao Brasil

Resposta rápida: em vez de obter a licença MiCA, a MEXC decidiu encerrar os serviços para todo o Espaço Econômico Europeu a partir de 13/09/2026.

Com o fim do período de transição do MiCA, toda corretora que quisesse continuar atendendo clientes da União Europeia precisava de licença. A MEXC não obteve a autorização e anunciou o encerramento dos serviços no Espaço Econômico Europeu a partir de 13/09/2026, pedindo aos usuários que fechem posições abertas, baixem o histórico e retirem os saldos antes do prazo — data que, segundo a imprensa especializada holandesa, foi inclusive antecipada em cerca de seis semanas em relação ao aviso anterior (verificado em 29/08/2026 em Crypto Insiders).

Transparência sobre nossa verificação: não conseguimos abrir a página de comunicados da própria MEXC para confirmar a redação exata do anúncio; a informação acima está apoiada em cobertura de imprensa especializada, não em fonte primária. Se você é usuário e depende dessa data, confirme no comunicado oficial dentro da sua conta.

Por que um brasileiro deveria se importar: o Brasil está entrando exatamente no mesmo tipo de regime. As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 estão em vigor desde 02/02/2026 e criam autorização obrigatória para prestadoras de serviços de ativos virtuais. Diante de uma exigência de licença, a MEXC já mostrou qual caminho tende a escolher: sair. Isso não significa que ela vá sair do Brasil — significa que é um cenário concreto, não paranoia, e que ter todo o seu patrimônio parado ali é um risco a mais.

Contas congeladas e “atividade anormal de negociação”

Resposta rápida: a própria MEXC confirma que congela contas por suspeita de manipulação e que a análise pode durar até 365 dias — ela afirma que isso atinge menos de 0,1% dos casos.

A partir de dezembro de 2024, uma onda de relatos de usuários com contas restritas e fundos retidos circulou em veículos de mídia cripto e redes sociais, com casos individuais de valores altos. A MEXC respondeu com um comunicado oficial publicado em 14/03/2025, e é dele que vêm os pontos abaixo (verificado em 29/08/2026 na central de suporte da MEXC):

  • A empresa afirma que não congela ativos arbitrariamente, e que a restrição ocorre apenas quando a conta aciona o controle de risco.
  • Os comportamentos citados como gatilho incluem manipulação de preço, wash trading, autonegociação, front-running, cotações falsas e ordens em camadas.
  • Em casos graves e coordenados, o período de controle de risco pode chegar a 365 dias.
  • A MEXC afirma que acionamentos indevidos ficam abaixo de 0,1% e orienta quem se considerar afetado por engano a acionar o suporte.

Como ler isso sem histeria

Duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo. Primeiro: toda corretora séria precisa combater manipulação — uma plataforma que não congela nada é uma plataforma capturada por manipuladores, e quem paga a conta é o usuário comum. Segundo: um prazo de análise de até 365 dias, definido unilateralmente pela própria empresa, é um poder enorme sobre o seu dinheiro, sem árbitro externo a quem recorrer. No Brasil, você não tem Banco Central para acionar contra a MEXC — porque ela não é supervisionada aqui.

Existem reclamações de brasileiros registradas em plataformas públicas de reclamação, em geral sobre bloqueio de saques e depósitos não creditados. Não citamos nota nem número de reclamações porque não conseguimos acessar a página diretamente para conferir (o site respondeu com bloqueio automático às nossas requisições em 29/08/2026), e não repassamos número que não verificamos. Vale a pena você mesmo dar uma olhada antes de decidir.

Muitas moedas pequenas: liquidez e risco de deslistagem

Resposta rápida: encontramos 1.501 ativos diferentes e 1.903 pares listados (08/10/2026). Variedade é o grande atrativo da MEXC — e também o seu risco menos comentado.

Na consulta de 08/10/2026 ao endpoint público, contamos 1.501 ativos distintos distribuídos em 1.903 pares, com 1.499 deles cotados em USDT (em 29/08/2026 eram 1.691 ativos e 2.099 pares). É um dos catálogos mais amplos do mercado, e é isso que leva muita gente para lá: moedas recém-lançadas costumam aparecer na MEXC antes das corretoras nacionais.

O outro lado, que raramente entra nas análises em português, é estrutural e vale para qualquer corretora com catálogo desse tamanho:

  • Liquidez desigual. Os pares principais têm liquidez; a cauda longa de tokens pequenos, não. Em ativo raso, o preço de tela e o preço de execução podem ser bem diferentes, e sair de uma posição grande é mais difícil do que entrar.
  • Risco de deslistagem. Catálogo grande implica remoções periódicas de projetos que perderam volume ou foram descontinuados. Se você está posicionado em um token deslistado, precisa agir dentro do prazo anunciado — e o valor de saída raramente é bom.
  • Listagem não é aval. Estar listada não significa que a moeda foi analisada ou aprovada por alguém. É um erro de interpretação comum e caro.

Isso não é acusação contra a MEXC: é a descrição neutra do que significa usar uma plataforma de catálogo amplo. Quem vai lá justamente para comprar altcoins pequenas precisa saber que está assumindo os dois riscos, não só o do preço da moeda.

Como avaliar por conta própria: 5 perguntas

Resposta rápida: não confie em veredito pronto — nem no nosso. Use cinco perguntas verificáveis e ajuste a resposta ao seu perfil de uso.

Antes das perguntas, uma frase que resume o artigo inteiro: corretora não é banco. O que você tem numa exchange não é depósito bancário; é saldo em uma empresa privada. Não há cobertura do FGC — o Fundo Garantidor de Créditos protege depósitos bancários em instituições participantes, e criptomoeda em corretora está fora desse escopo. Não há garantia governamental nenhuma.

Critério Banco brasileiro (FGC) Cripto em corretora
Garantia externa em caso de quebra Sim, dentro dos limites e regras do fundo Não existe
Regulador a quem recorrer Banco Central do Brasil Nenhum, no caso de corretora sem registro no país
Quem guarda o ativo Instituição regulada e fiscalizada A própria plataforma, conforme as regras dela

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E o risco de a plataforma simplesmente ir embora não é hipotético no Brasil: a NovaDAX anunciou em junho de 2026 o encerramento das operações no país, e quem tinha saldo lá precisou correr atrás dentro do prazo que a empresa definiu. Foi uma saída ordenada, não um golpe — e ainda assim mostra que “a corretora encerrar” é um evento real, que acontece com plataformas normais, inclusive nacionais.

  1. Ela responde a algum regulador que me alcança? No caso da MEXC hoje: não. Acompanhe o prazo de 30/10/2026 do Banco Central.
  2. Existe histórico de retenção de fundos? Sim, com política de controle de risco declarada pela própria empresa e prazo de até 365 dias. Avalie se você aceita esse cenário.
  3. O que garante meu dinheiro se tudo der errado? Nada externo. A prova de reservas é um sinal de transparência, não uma apólice.
  4. Eu sei sair? Antes de depositar valor relevante, faça o ciclo completo com pouco dinheiro: PIX de entrada, compra, venda e saque de volta para a sua conta. Quem já testou a saída dorme melhor.
  5. Qual é o meu uso? Comprar uma altcoin específica que não existe na corretora nacional e trazer para a carteira própria é um perfil. Deixar o patrimônio inteiro parado por anos numa plataforma sem regulador local é outro, bem mais arriscado.

Ilustração de uma pessoa atravessando cinco etapas de avaliação antes de escolher uma corretora
Cinco perguntas verificáveis valem mais do que qualquer selo de “corretora confiável”.

Transparência: nossa relação com a MEXC

Resposta rápida: temos código de parceria da MEXC (mexc-tx) e ganhamos comissão se você se cadastrar por ele. É justamente por isso que este artigo lista os alertas dos reguladores.

Aqui está a parte que quase nenhuma análise de corretora escreve: nós temos interesse financeiro nisso. O Rumo Cripto participa do programa de indicação da MEXC com o código mexc-tx. Se você criar conta usando o código ou o nosso link, recebemos parte da comissão gerada — sem custo extra para você. O benefício exato aplicado à sua conta aparece na própria tela de cadastro ao inserir o código; nós não publicamos percentuais que não podemos verificar. Todas as nossas parcerias estão listadas na política de afiliados.

Um artigo escrito só para converter não teria a seção sobre a FCA, nem a da AFM, nem a das Seychelles, nem a da saída da Europa. Elas estão aqui porque, se você abrir conta, precisa abrir sabendo disso. Se depois de ler os dois lados você decidir que não vale a pena, o artigo cumpriu o papel do mesmo jeito.

Criar conta na MEXC com o código mexc-tx

Aviso: não somos analistas, consultores ou assessores registrados na CVM. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são voláteis e você pode perder o valor investido.

Perguntas frequentes

A MEXC é regulamentada no Brasil?

Não. A MEXC não tem registro no Brasil e não é supervisionada pelo Banco Central nem pela CVM. As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 estão em vigor desde 02/02/2026 e exigem que as prestadoras de serviços de ativos virtuais que já operavam no país protocolem pedido de autorização até 30/10/2026. Até 29/08/2026 não localizamos registro público de pedido feito pela MEXC.

Algum regulador já emitiu alerta contra a MEXC?

Sim, em três jurisdições. A FCA do Reino Unido incluiu a MEXC Global Ltd em sua lista de empresas não autorizadas (publicado em 22/03/2024, atualizado em 03/06/2024). A AFM da Holanda alertou em 24/09/2025 que a MEXC oferecia serviços de criptoativos sem a licença exigida. E a FSA das Seychelles declarou em 30/05/2025 que a MEXC Global Ltd foi baixada do registro societário em 17/08/2023 e nunca teve autorização como prestadora de serviços de ativos virtuais no país.

A MEXC saiu da Europa?

Sim. Sem licença MiCA, a MEXC encerrou os serviços no Espaço Econômico Europeu com data adiantada para 13/09/2026 (a prevista era 23/10), segundo a imprensa conferida em 12/10/2026. Os usuários deveriam fechar posições e sacar até 03/09/2026. Não conseguimos confirmar a redação exata no comunicado da própria empresa.

A MEXC pode congelar a minha conta?

Sim, e a própria empresa confirma isso. Em comunicado oficial de 14/03/2025, a MEXC afirma que congela temporariamente contas que acionam o controle de risco por suspeita de manipulação de mercado, wash trading, front-running e práticas semelhantes, e que o período de análise pode chegar a 365 dias em casos graves. A empresa afirma que acionamentos indevidos ficam abaixo de 0,1% e orienta quem foi afetado por engano a procurar o suporte.

Dá para depositar e sacar em reais via PIX na MEXC?

Sim. A MEXC tem canal fiat com PIX, além do mercado P2P. A regra oficial exige que a conta bancária esteja vinculada ao seu próprio CPF, ou seja, o titular precisa ser a mesma pessoa da verificação de identidade. Verificado em 29/08/2026.

Preciso de CPF e verificação de identidade para usar a MEXC?

Para o uso prático no Brasil, sim. A verificação com documento com foto e selfie é exigida para liberar depósitos em moeda fiduciária, saques e recompensas, e o canal de PIX só aceita conta bancária no seu CPF. Trate o KYC como etapa obrigatória logo após o cadastro.

Meu dinheiro na MEXC tem alguma garantia, como o FGC?

Não. O FGC cobre depósitos bancários em instituições participantes e não alcança criptomoedas em corretora. A MEXC publica prova de reservas mensal com auditoria independente, o que é um sinal de transparência, mas prova de reservas mostra ativos em uma data e não substitui garantia nem auditoria contábil completa.

Preciso declarar o que tenho na MEXC à Receita Federal?

Sim. Criptoativos devem ser declarados conforme as regras vigentes da Receita Federal (IN RFB nº 2.291/2025, o regime DeCripto, em vigor desde 01/07/2026). Por ser uma plataforma estrangeira, as operações tendem a gerar obrigações adicionais de reporte pelo próprio usuário. Em caso de dúvida, procure um contador.

A MEXC tem pares em reais?

Sim. Em 12/10/2026 a API pública listava 6 pares ativos em reais (BTC, ETH, SOL, XRP, USDC e MX), todos com maker 0% e taker 0,05%. Isso mostra que o par existe, não que o PIX esteja funcionando na sua conta.

As taxas da MEXC mudaram desde agosto?

Sim. Em 29/08/2026, 82,1% dos 2.099 pares estavam em 0% / 0,05%; em 12/10/2026 o grupo mais comum passou a ser 0% / 0,08% (59,4% dos 1.881 pares ativos). BTC, ETH e SOL contra USDT continuam em 0% / 0,05%.

O que a Resolução BCB 589 muda para quem usa a MEXC?

Ela determina que, a partir de 06/11/2026, instituições financeiras e de pagamento autorizadas fiquem proibidas de operar com contrapartes não autorizadas no mercado cripto, salvo exceções. Não conseguimos afirmar o efeito sobre o PIX da MEXC e não repetimos a busca por pedido de autorização feita em 29/08/2026.

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